domingo, 30 de novembro de 2008

texto sobre capitulo 7 e 8

Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC
Universidade Virtual do Estado Maranhão-UNIVIMA
Curso de licenciatura em matemática
Disciplina: Organização escolar
Aluno: Antonio Jocélio da Silva Santos
Professor: Terezinha M. Cardoso e Ana M. B. de Sousa
pólo: Caxias


Resenha do livro de Paulo Freire
Pedagogia da autonomia

Capitulo 1

Paulo Freire faz referencia a pratica de educar como o ato de cozinhar ou velejar, onde você se aperfeiçoa através da pratica, se dedicando aos mais simples detalhes, para obter uma perfeita formação, porque quando você forma você se forma e ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidade para sua construção.Quando vivemos a autenticidade exigida pela pratica de ensinar- aprender participamos de experiências, política, ética e estética, ideologia, etc, e que a beleza deve se achar de mãos dadas com a decência e a sinceridade.. Sabemos que ainda e possível aprender de uma forma critica e, essa condição exige educadores e educando criadores de criticas, articuladores, tornando seres humanos humildes e persistentes. Também é papel de professor ensinar a pensar certo, quando ensinamos devemos mostrar não somente como se faz uma leitura, mas sim como se analisa um texto e compara com o mundo a sua volta, não devemos simplesmente sair repetindo o que lemos, mas analisando o que foi lido e onde o texto reflete na sociedade. Quando ensinamos pesquisamos porque o ensinar exige pesquisa, não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino.No mesmo momento que ensinamos devemos respeitar os nossos alunos, o seu conhecimento adquirido com sua experiência de vida. Ao ensinar podemos mostrar a realidade de sua própria sociedade, a poluição dos riachos e dos córregos e os níveis de bem-estar da população, os lixões e os riscos que oferecem à saúde das pessoas.Porque a escola não trabalha com os alunos o sistema político, mas o professor diz não porque escola não e partido deve-se ensinar apenas os conteúdos curriculares, estes operam por se mesmo. A criatividade não se dá de uma forma automática, mas através de muitas praticas e reflexões. Nós somos seres éticos pela capacidade de escolher, intervir, romper e ainda somos porque estamos sendo, não é possível pensar o ser humano longe da ética. O pensar certo é coerente e do ponto de vista pensar certo não é possível fazer de conta que não está vendo. A pratica conceituosa de raça, de classe, de gênero, ofende a substancia do ser humano e nega a democracia, porque pensar e fazer errado não tem nada a ver com o ser humano do pensar certo. Por isso é que na formação permanente dos professores, o momento fundamental é a reflexão e critica sobre a pratica e que a assunção de nós mesmos não significa a exclusão dos outros. E um gesto do professor pode ser muito significativo para o aluno em seu aprendizado. As condições estruturais e materiais da escola também são indispensáveis para a prática e aprendizado do educando.



Capitulo 2
O docente deve ter em mente que ensinar não é transferir conhecimento, mas para criar possibilidade para sua própria produção em sua construção. Por mais que me desagrado de uma pessoa não posso menosprezá-la com um discurso cheio de mim mesmo decretando sua incompetência é, muito cansativo viver e praticar a humildade, onde possamos reconhecer e superar os nossos próprios equívocos. A diferença entre o ser condicionado e o determinado é que sei que posso ir mais além dele e posso alcançar a possibilidade de ser inacabada, afinal a nossa presença no mundo não se faz de forma isolada, nem insentos das influencias sociais. Voltando um pouco as nossas reflexões anteriores percebemos que a teoria do inacabado nos tornou seres repensáveis em um mundo cheio de decisões, opiniões e liberdade não é possível estar no mundo sem fazer historia, política e sem ensinar, etc, sem idéia de formação , não é possível viver assim, e é na conclusão do ser que se sabe como tal que a educação se funda como um processo permanente, não foi a educação que fez mulheres e homens educáveis, mas a consciência da inconclusão é que gerou sua educação. Devemos exercitar a nossa capacidade de aprender e de ensinar quando mais sujeito e não puros objetos do processo nos façam.
O professor que desrespeita a curiosidade do aluno e manda ele se por em seu lugar transgride os princípios fundamentos éticos de nossa existência, e qualquer tipo de descriminação é imoral e lutar contra ela é um dever por mais que conheça a força dos condicionamentos a enfrentar.
Como posso falar de respeito ao educando se continuou ironizado, descriminado, e o encho com minha arrogância, deve-se mais respeito e atenção aos nossos alunos, porque todos os professores que passam por uma sala de aula deixam sua marca ou de bom, ou de ruim. Outro saber fundamental, a experiência educativa é o que desrespeita a sua natureza, como professores preciso mi mover com clareza na minha pratica e buscar esperança de que possamos melhora as nossas forma de trabalhar com os nossos alunos.
O mundo não é. O mundo esta sendo, como subjetividades curiosas, inteligentes, interferindo na objetividade do meu papel no mundo,mas de quem constata como sujeito de ocorrência, porque ninguém pode estar no mundo de uma forma neutra. É preciso que se fossa ainda muito mais, mudar o mundo é difícil, mas é possível, através da nossa ação política pedagógica, nos percebemos que quem pode melhorar as condições do trabalho do professor não faz nada para mudar a realidade do nosso ensino.
A alfabetização em área de miséria só ganha sentido na dimensão humana, se com ela, realiza-se uma espécie de psicanálise histórico-politico-social, porque onde quer que haja mulheres e homens há sempre o que ensinar, o que aprender. É necessário que o professor e aluno saibam que suas posturas são dialógicas, ou seja, aberta a curiosidade, indagadora e não apassivada.


. Capitulo 3

As qualidades essências que a autoridade docente democrática deve revelar em suas relações com seus alunos e segurança em se mesma. A segurança se funda na sua competência profissional. O papel da autoridade é fundamental no aprendizado do conteúdo e na construção da responsabilidade da liberdade que se assume, e no fundo, o essencial entre educador educando é a reinvenção do ser humano no aprendizado de sua autonomia, tanto posso saber o que não sei, como posso saber melhor o que já sei.
Não é possível exercer a prática do magistério como se nada ocorresse conosco, não posso ser professor sem me por diante dos alunos, sem suas apreciações, sem expor o meu pensar politicamente. A maneira como eles me percebem tem importância de grande relevância. Um outro saber específico do ser humano é saber que a educação é uma forma de intervenção no mundo, mas a educação não é uma tarefa apenas reprodutora da ideologia e desocultação da realidade. Paulo Freire aposta na liberdade para as tomadas de decisões, porque como posso ser eu mesmo se nunca tomo minhas próprias decisões. Os pais devem entender que o mundo futuro não é deles e sim de seus filhos. Perceba que se a educação não pode tudo, alguma coisa fundamental a educação pode. O que se quer demonstrar é que a educação não é uma força imbatível na trans formação da sociedade, não se pode pensar que através de uma palestra pode-se mudar o mundo, mas é uma maneira de tentar mudar.
A importância do silencio no espaço da comunicação é fundamental no entendimento e compreensão do que esta sendo comunicado, porque devemos nos comportar como sujeitos e não como objetos. Na verdade escutar não diminui em nada, só faz ter um pouco mais de cautela para situar minhas idéias. Uma das tarefas principais da escola como centro de produção sistemático de conhecimento, é trabalho crítico das coisas e dos fatos e a sua comunicação. Estamos diante de um futuro onde as máquinas tomaram de conta dos trabalhos, então teremos Marias e Pedros desempregados, não sabemos até onde isto pode ser verdade, mas estamos nas mãos dos políticos na tomada de decisões em como há este caso no futuro e a ciência nos diz que o negro é geneticamente inferior ao branco.
A pratica educativa é alegria, afetividade, capacidade cientifica e domínio técnico a serviço da mudança, ou lamentavelmente da permanência do hoje.

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