sábado, 30 de agosto de 2008

Cultura e Escola

A educação, tal como é concebida hoje não difere muito daquela aplicada há séculos atrás e o professor, não poderia ser diferente daqueles anteriores, visto que é fruto de uma educação tradicional que oprime e torna o sujeito dependente do sistema. Mesmo porque o professor não tem autonomia para trabalhar de uma forma diversificada, pois o discurso é um e a prática se torna outra.
O professor do presente é um sujeito com diversas obrigações, as quais, são bastante diversificadas daquela que é de direito, ensinar. O professor no contexto atual, acaba desempenhando papeis que nada tem a ver com a educação, visto que a escola, hoje é vista pela sociedade como um deposito de crianças e que atribui ao professor o papel de pai, mãe, tio, psicólogo, entre outros tantos que não se pode enumerar. Nesse contexto o processo ensino-aprendizagem acaba sendo deixado de lado.
As escolas por sua vez assemelham-se na estrutura físicas, na organização, e no processo administrativo em si, diferenciando-se umas das outras nos aspectos humanos, pois cada escola tem uma clientela complexa e diferenciada da clientela das outras escolas. Nesse movimento denominado de cultura da escola está inseridas as políticas de gestão e educação, a dimensão da cultura local e a dimensão da subjetividade dos atores.
Enquanto a cultura escolar é o resultado das ações administrativas e pedagógicas da escola, as quais estão contempladas nos documentos do ministério da educação e cultura (MEC), as redes privadas administram suas próprias escolas.
A escola traz em sua cultura, ao longo dos anos, uma diferenciação entre os ensinamentos destinados à classe popular. Na idade média, a escola funcionava como um lugar de negócio, a qual era denominada exclusivamente pela igreja.
No século XV a escola iniciou uma nova etapa na sua história: a socialização dos indivíduos, sem contudo, perder a finalidade religiosa. È nesse período que a escola assume a identidade que até hoje perdura: um lugar de educar crianças. No Brasil Imperial a educação era direcionada para a elite. Nesse período as populações pobres, negros e mulheres não poderiam freqüentar as escolas, mesmo durante a transição da Republica a escola ainda era privilegio de poucos, pois a gratuidade obrigatória, tal qual como se tem hoje, não existia, foi somente a partir de 1934 que a constituição incluiu a educação como um direito do cidadão, gratuita e obrigatória e, destinando recursos para assegurar esse direito.
A primeira LDBEN(Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) é de 1961e tramitou pelo Congresso Nacional um longo período até ser aprovada. Com o golpe militar de 1964 uma nova LDBEN foi estruturada, a Lei nº 5540/64 que legislava sobre o Ensino Superior e a Lei 5692/71 legislava sobre o ensino fundamental. Com a volta da Democracia na década de 1980 foi criada uma nova LDBEN, longamente discutida no congresso até ser aprovada, a Lei nº 9394/96 que encontra-se em vigor atualmente.

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